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Eu tinha decidido recomeçar com o blog desde o ano passado, mas foram tantas coisas, tanta mudança, tanta culpa também... Lembro que me sentia muito bem quando escrevia em blogs (menos quando machucava os outros... meio que foi por isso que fui parando) e queria a sensação gostosa que um bom desabafo nos dá no fim do processo de escrita. Aquele "ufa", aquela respirada final antes de apertar no publicar laranjinha alÃ...
Eu tentei outras plataformas, mas eu precisava de algo mais familiar e só entendi no finalzinho de tudo. Tentei o wordpress, tumbrl, o tal do webnode, alguns que eu nem lembro o nome, mas tentei de tudo antes de parar por aqui de novo... Pensei até em escrever no próprio Instagram, mas... né? Se eu for triste o tempo todo que nem eu sou, quem é que fica? Acho que é aqui mesmo... nessas páginas brancas com detalhes cinza e laranja... tão familiares, tão casa... E cringe.
Ah, vocês não podem ver o laranja....
Passei pela culpa, por questionamentos infindáveis, parece que a gente nunca tá fazendo o suficiente de coisa pro mundo pra nos "mimar um pouco" com aquilo que a gente sabe que vai fazer bem pro coração. Ninguém entendeu minhas tentativas de ser blogueira lá no Instagram porque não lembraram que eu era blogueira, do tipo que escreve em blogs. Daà recebi crÃticas tipo "uuuuuh, toda blogueirinha"... É, não é bem uma crÃtica, crÃtica era o que eu fazia com a "piadinha".
Enfim.
Pandemia, desemprego, crises de identidade, crises de ansiedade, crises, crises, crises... E a vida puxando, e a gente olhando pra trás... Por que acabou? Ali tava confortável, quentinho... Palestras motivacionais sempre falando "saia da sua zona de conforto, apenas saia!".
Que mané sair!!! Eu quero é entrar, eu quero é voltar.
Amanhã eu faço 35 anos e eu queria dizer que voltei.
Depois de quase 7 anos, talvez seja uma nova pessoa, por isso não quis continuar no outro canal lá. Mas não desativei, tá lá pra consultas e cancelamentos.
Tô aqui hoje mais ferida, desconfortável na zona que os outros acham que é confortável.
E é isso.
Me abraça?
Nota importante sobre o dia de hoje: se a Gabi estivesse por aqui, eu já teria mandando mensagem lembrando que amanhã é o meu aniversário e só por isso nunca esqueceria o dela.
Comentários
Amei, sinto falta das cartas lançadas nesse mar... Você escreve muito bem e transmiti coisas tão suas, mas que representam tantos... A saudade foi tanta que li na euforia, em voz alta.
ResponderExcluirAmo tu! Eu sinto falta das tuas cartas. E aguardo ansiosa por elas. Destaquei o Cartas em garrafas ali em cima. Ninguém nunca mais lançou.
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